Entre coelhos e afins





 "Eu quero ir minha gente, eu não sou daqui, eu não tenho nada. Quero ver Irene dar sua risada."

.

Do estado de não pertencer.

Ambigua voz.

Racha a febre do dia. Rompe embalado.

Olívia vive só no seu quintal.

Come frutas. 

Dorme pouco.

Um pouquinho mais pro canto! Arreda só um pouquinho pras coisas se acertarem no que são. Como frutas. Durmo pouco. Só no meu quintal. Sem nada de aurorar. Em meio úmido. Contemplativa. De ervas fortes. E de florzinhas. De mundo besta.

Que fazes tu, menina? - um coelho passou. Bem ali. Depressinha. De compromisso acertado com a magia em pó pirilimpimpento. Um coelho andante, passageiro, de doce urgência de seguir, sendo e se enfiando no mistério.

Onde vais, coelho?

Looooooooooooooooonge!!!!!!!

Curto intenso ser. Patas de vibrar. Mundo de cheirar. Pêlo de abrigar minúcias. 

Cura cara flor! Cura! - bradou o coelho.

Coisa enroscada essa de escrever.



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